Faixa de Cinema apresenta o especial “Vida longa ao cinema feito por mulheres”

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As mulheres por trás das câmeras. Em março, quando é comemorado o Dia Internacional da Mulher, a Faixa de Cinema leva ao ar filmes feitos sob a direção delas no especial “Vida longa ao cinema feito por mulheres”, selecionados pela Coletiva Malva. Todas as sextas, produções prestigiadas que passaram por festivais e foram aplaudidas ganham espaço na tela. Na próxima sexta (06), documentários abordam a política em suas diversas faces com os curtas “Uma família ilustre”, “Soy” e “Dilma”.

O documentário da mineira Beth Formaggini, “Uma família ilustre”, passou por dezenas de festivais no Brasil e no mundo, ganhou diversos prêmios e é exibido, pela primeira vez, na TV aberta. O filme apresenta o bispo evangélico Cláudio Guerra, ex-delegado da polícia civil na época da ditadura. Guerra foi responsável por assassinatos de militantes que lutavam contra o regime militar. No filme, o bispo conversa com o psicólogo Eduardo Passos, militante dos direitos humanos, e revela as suas motivações na época e como enxerga as ações de seu passado.

Ainda nesta sexta, o público confere o filme “Dilma”, de Glenda Nicácio. No curta, a diretora apresenta a baiana que tem o mesmo nome da ex-presidenta. Proprietária de um bar, Dilma acompanha os últimos dias que antecedem as eleições de 2014 e traz a importância da representatividade da mulher no cenário político. Já o documentário “Soy”, de Denise Kelm, ultrapassa as fronteiras do Brasil e desembarca em Cuba, em 2016. No momento que se desenrolou com a morte de Fidel Castro, a ilha ganha os holofotes no mundo. Uma garota é capturada pelos flashes da mídia e retratada por carregar o peso da revolução.

Coletiva Malva
Todos os filmes que serão exibidos durante o mês de março no especial “Vida longa ao cinema feito por mulheres” foram selecionados pela Coletiva Malva em parceria com a Rede Minas. A Coletiva Malva é formada por quatro mulheres: a historiadora Letícia Souza, a cientista social Rita Boechat, a comunicadora Mirela Persichini e a psicóloga Daniela Pimentel. O grupo tem o propósito de pensar o cinema e suas implicações, uma vez que as produtoras e curadoras enxergam o cinema como instrumento propagador das diversidades, como materializador da disputa imagética e como dispositivo de reflexão e embate a práticas que se pretendem normatizantes e universalistas.

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