Série do Jornal Minas aborda impacto do rompimento da barragem do Fundão na ictiofauna do Rio Doce

Imagens: https://earthobservatory.nasa.gov

No dia 5/11/2015, por volta das 16h20, tinha início um dos maiores desastres industriais e ambientais da história do Brasil: o rompimento da barragem do Fundão, controlada pela Samarco Mineração S.A., no subdistrito de Bento Rodrigues, em Mariana. Um total de 62 milhões de metros cúbicos de rejeitos foram despejados, levando lama ao Rio Doce, cuja bacia hidrográfica abrange 230 municípios dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo.

Para marcar os cinco anos da tragédia, o Jornal Minas 1ª edição vai exibir, nos dias 4, 5 e 6/11, às 12h30, com reprise às 19h30, a série de reportagens especiais “Peixes do Rio Doce”. Durante uma semana, a repórter Marcela Martins e a cinegrafista Naiara Guimarães percorreram cidades do Vale do Rio Doce para mostrar a situação da fauna do curso de água.

Falar sobre os peixes do Rio Doce é uma escolha simbólica, que dialoga com todos os impactos causados pelo rejeito de minério que atingiu suas águas, no que constituiu um dos maiores desastres ambientais brasileiros. Saúde, cultura e economia foram arrastadas junto com a lama ao longo do rastro de destruição. A equipe ouviu a população ribeirinha, diretamente afetada pelo rompimento da barragem, assim como pesquisadores e especialistas que estão trabalhando na recuperação da região.

A revitalização do rio é possível, mas ainda restam muitas dúvidas sobre como a biodiversidade pode ser recuperada e quanto tempo será necessário para alcançar o objetivo. A série vai destacar também os projetos que foram desenvolvidos ao longo dos últimos anos, e os primeiros resultados que começam a aparecer.

Acompanhe o Jornal Minas pelo Facebook, Instagram e YouTube.

Confira o guia dos episódios:

4/11 (12h30 e 19h30) – “Peixes do Doce”
O rompimento da barragem e a morte dos peixes ao longo da bacia. O professor Daniel Carvalho, coordenador do laboratório de genética da PUC Minas, fala do catálogo de peixes da instituição, um acervo composto antes do rompimento que se tornou uma riqueza ainda maior, por guardar a diversidade genética do Doce. Gilberto Salvador, ecólogo, fala sobre o impacto do rejeito na população de peixes de um trecho do Doce. 

5/11 (12h30 e 19h30)“O pescador”
Como estão os pescadores afetados pelo rompimento? Qual é a perspectiva para os peixes do rio? As populações diminuíram? É possível recuperar o habitat? O professor da Universidade Federal de Viçosa, Jorge Dergam, um dos coordenadores da Rede Rio Doce Mar fala sobre o projeto, composto por mais de 300 pesquisadores de 26 instituições de Minas, Espírito Santo, e Bahia, principalmente.

6/11 (12h30 e 19h30)“Recuperação da bacia”
O funcionamento de um dos maiores projetos de reflorestamento da América Latina: a recuperação da mata atlântica em 40 mil hectares da bacia do Rio Doce. A professora Letícia Lima, pesquisadora da UFMG envolvida no estudo técnico que embasa o projeto de reflorestamento, fala sobre o trabalho. Em Periquito e Jampruca, agricultores familiares participam do projeto fazendo o plantio de mudas nativas e cuidando de áreas de alta prioridade de recuperação. 

Assista aos três episódios da série:

Deixe um comentário